Atelier e Pesquisa em Artes Visuais Janice Martins Sitya Appel, artista visual, multimídia, desenvolvendo sua pesquisa em vídeo e processos artísticos contemporâneos em Florianópolis/SC desde fevereiro de 2008. O Blog !#j-a-n-i-s-@-r-t-e#! visa a atualização constante sobre esta pesquisa e seus apontamentos e delírios estéticos. O convívio e as relações de afeto norteam a busca por emoções e possibilidades artísticas.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
sábado, 11 de dezembro de 2010
Hoje eu acordei pensando que o que me mobiliza é o fato de usar o espaço público para fazer hortas. Talvez por um certo sentido de transgressão ou talvez de uma vontade política de dizer alguma coisa. Essa coisa que quero dizer pode ser algo simples, desde que faça sentido para alguém que está ao meu lado, e esse alguém, ao lado de outro alguém. Colocar a horta do lado de fora de casa é desarticular uma fronteira entre o público e o privado. Uma fronteira que eu nem sei bem se existe, mas que define o desenho do mundo urbano em que vivemos. Pode ser também, que a horta articule territórios em desuso toda vez que ali nasce alguma coisa para comer, cheirar, tomar. Essa é a diferença da horta-aberta, ela não é ninguém e é de todo mundo, assim como os espaços que o homem, ora conquista, ora é conquistado. Quem cuida de uma horta em espaço público ? Foi tentando responder a esta pergunta que resgatei a dimensão territorial daqueles que vivem sem teto e que usam este espaço dito público como seu de fato. Só é público para nós por que voltamos pra casa e temos um lugar privado. para os que vivem na rua, o espaço é sempre deles. Nas diferentes arestas que espaço e lugar propõem, espaço é meio de criação e lugar é para onde se vai. Neste espaço é que quero atuar, e nele não há mapas, mas há algo chamado cartografia sentimental que vai mexer com as pessoas deste espaço. Não crio mapas, crio vínculos. A horta é um dispositivo que nos faz encontrar nesta zona de fronteira entre o público e o privado, um lugar de desejo comum, o desejo de arte e de vida.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
Hoje

Hoje, melhor que ontem, acordei decidida. Talvez tenha sido a chegada da primavera que me inspirou a desabrochar novamente. Estive retida por alguns dias, absorvendo conteúdo, lendo muitos livros, sentindo-me plena de movimentos de coleta de dados, percepções. Fiquei dias articulando mentalmente muitas informações complementares e que caminham na mesma direção do meu pensamento. Tenho que finalizar este processo através da escrita, formatar a coclusão e reunião de tantas idéias de tantos autores: Derrida, Deleuze, Certeau, Laddaga, Bourriaud, Rolnik, Foucault, Lacan, quantos nomes...Depois ainda tem os artistas...Bijari, Superflex, coletivos em geral...Tenho tido novas referências a partir das aulas no doutorado em teatro - as aulas são muito boas. Hoje fui de bicicleta até a Barra da Lagoa e voltei. Isso dá 40 minutos ida e volta...contando o tempinho de correr até o mar, colocar os pés na agua pra ver se está fria. Estou empolgada com a perspectiva de emagrecer uns dez quilos e vou fazer isso todos os dias, além de me matricular na hidrobike ali na Lagoa da Conceição. Hoje vou dormir bem melhor que ontem... Tive dias bem legais, participei do Submidialogia Subvaladares na Ilha do Valadares no Paraná. Quem convidou foi a Claudia e o Lucio e tava bem legal. Estive pelo 1 Congresso de Iniciação Cientifica aqui em Florianópolis, apresentando um poster e uma intervenção urbana chamada Horta. Meu mestrado em artes está uma delicia, mesmo com o ambiente nem tão delicioso que o mantém...Meu orientador é um carisma, teve um infarto noutro dia, mas já melhorou. As pessoas tem passado bem a minha volta, exceto os colegas do mestrado que parecem muito ansiosos com a tal qualificaçao. Eu ainda não enviei estes documentos, mas será muito em breve. Quero mesmo é que faça sol, muioto sol, para eu ir muito à praia e me inspirar bastante. SEmana que vem saem os cartazes para as ações coletivas e isso me faz muito bem.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Ao canteiro
Hoje descobri um pessoal que faz isso em sampa: http://www.canteirosurbanos.org/
O coletivo Bijari tem um trabalho de intervenção urbana bem legal também: http://www.bijari.com.br/
s.m. Porção de terra, ordinariamente retangular, para flores ou hortaliças, ou para viveiro de plantas.
Artífice que lavra pedra de cantaria.
Canteiro de obras, construção de tamanho variável, que se faz nos lugares onde vão ser realizadas obras, para guarda do material e das plantas a serem executadas.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Do relacional ao amor
Eu sei que hoje não é dia primeiro, ms é o primeiro di de algo que deveria ter começado junto ao calendário Juliano. Mas é dia quatro, e como na imagem de um quadrado, solidifico este dia como o primeiro.





